Vagina larga após parto normal: Mito ou Verdade?

Vagina larga após parto normal: Mito ou Verdade?

Toda mulher que está grávida ou pensou em ser mãe já ficou se questionando se vale realmente a pena ter o seu bebê através do parto normal. Isso ocorre, devido aos boatos que a vagina fica larga ou frouxa após o procedimento.

Mesmo que você tenha escutado de diversos médicos ou de mulheres que optaram por esse tipo de parto que a vagina volta para o seu tamanho original, entendemos que a preocupação fica rondando os seus pensamentos.

Todo o corpo feminino, inclusive a vagina, passa por diversas mudanças durante o período gestacional.

As mamães que estão gerando um bebê pela primeira vez, com certeza observaram algumas diferenças na região, como uma maior lubrificação, pontadas durante o dia, desconforto ou dores durante a relação sexual, entre outros.

Para te ajudar a desmistificar de uma vez por todas esse tabu, hoje trouxemos aqui no blog várias informações fundamentais para que você perca o medo de realizar um parto normal por conta dos boatos da vagina larga.

Boa leitura!

 

Entendendo melhor a anatomia feminina

Para que você perca de vez esse medo de ficar com a vagina larga após o parto normal, vamos entender melhor o corpo feminino e o porquê de o órgão retornar para o seu tamanho original após a concepção do bebê. Confira!

1- O assoalho pélvico:

O assoalho pélvico é formado por diversos ligamentos e músculos. Eles são capazes de dar sustentação aos órgãos da região abaixo do abdômen como o útero, a bexiga o reto e o intestino.

Porém, vale ressaltar que, o assoalho pélvico não é somente um músculo separado que tem como função sustentar esses órgãos.

Essa musculatura é responsável por interligar a parede abdominal, o diafragma e a lombar. Ela é encarregada de dar estabilidade a postura, continência e pelos movimentos e forças abdominais.

Existem diversos exercícios para fortalecer essa região, converse com um fisioterapeuta sobre.

 

 

2- O períneo:

Ele também faz parte do assoalho pélvico. Essa é aquela parte do corpo humano que fica entre a vagina e o ânus.

É nessa região que pode ocorrer a tão temida laceração natural ou provocada (episiotomia) durante o parto para facilitar a passagem do bebê.

 

3- A vagina:

A vagina é a área interna do órgão sexual, que vai do colo do útero até a vulva, parte externa do órgão.

A vagina é formada pelos músculos do assoalho pélvico. E por isso, quando falamos de vagina larga, falamos dos músculos dessa parte do corpo feminino.

 

O parto e a vagina

Agora que conseguimos visualizar melhor a anatomia do corpo feminino e compreender que a vagina é um órgão constituído por ligamentos e músculos, é possível entender porque o termo vagina larga após o parto é tão popular na sociedade, veja.

A vagina é a responsável pelo processo de nascimento do bebê. É através da expulsão que o feto passa pelo canal vaginal até chegar ao mundo.

Para a criança nascer ela terá que passar pelo assoalho pélvico que pode se dividir em duas partes: a frontal, que é conectada à uretra, e a traseira, que fica ligada aos ossos do glúteo (cóccix e sacro).

Quando chega o momento do parto, essas duas partes do corpo se separam e assim, é possível acontecer o nascimento.

A parte traseira do assoalho pélvico, também conhecida como porção sacral, possui quase 90% dos músculos que formam a área, que é o períneo. É no momento da passagem do feto que o períneo deve estar em fase de relaxamento.

Na hora do parto, quando a mãe fica deitada de costas, há compressão do sacro, o que dificulta dele se deslocar para trás, impossibilitando que o períneo relaxe.

Já em uma posição vertical, que pode ser em pé, de cócoras ou ajoelhada, a pelve fica livre para se movimentar, proporcionando um afrouxamento na região perineal, resultando em uma menor compressão contra a cabeça da criança.

Há uma distensão máxima do períneo quando a cabeça do bebê está prestes a sair, e é nesse momento que pode vir uma sensação incômoda como ardência, igual quando abrimos muito a boca quando estamos no dentista e os cantinhos dos lábios começam a ferir e arder.

 

Mas e aí, o parto normal deixa a vagina frouxa?

De acordo com informações de fisioterapeutas especialistas na parte funcional de assoalho pélvico, essa fala popular de vagina larga é um mito.

É preciso compreender que a gestação provoca muitas alterações fisiológicas no corpo da mulher, que para conceber a passagem da criança através da região íntima, terá a sua musculatura distendida durante o momento do parto.

Então, é importante internalizar que a musculatura do local não voltará a ser o que era do dia para a noite, porém ela retornará ao seu tamanho de antes SIM!

A vagina é feita para se alongar em até 200 vezes, por isso toda mulher deve fortalecer o assoalho pélvico, dessa forma ele retornará mais rápido para o seu tamanho original após o parto.

Fisioterapeutas ainda alertam que a cesárea não é uma opção para prevenir o enfraquecimento da vagina.

A gestação já é um fator propulsor para disfunções do assoalho pélvico, pois há uma grande carga pressionando essa musculatura, a exemplo do ganho excessivo de peso durante a gestação.

 

Deixe de lado esse mito

Agora que você entendeu o motivo pelo qual o termo “vagina larga” após o parto é um mito, chegou o momento de buscar fortalecer a sua região pélvica.

O assoalho pélvico é um conjunto de ligamentos e músculos e assim como qualquer musculatura do nosso corpo, vai sofrer efeitos colaterais de acordo com a idade e com a falta de exercícios.

Gostaríamos que você compreendesse que a região pélvica e vaginal pode passar por um alargamento, mas não especificamente por conta do parto normal, ou porque a cabeça da criança alargou a região, isso é mito.

Uma mulher que passa pela cesárea pode ficar com a região mais larga e uma mulher que nunca esteve grávida também pode.

A “vagina larga” não está diretamente ligada ao parto normal, mas sim aos cuidados e fortalecimento da região pélvica.

Fisioterapia, Pilates e Yoga oferecem diversos exercícios que contribuem para o fortalecimento desta musculatura. Que tal começar a se dedicar aos cuidados dessa região?

Se você gostou de obter essas informações e acha que outras mulheres também precisam ficar bem informadas, encaminhe esse texto. Juntos vamos quebrar esses tabus que a sociedade coloca em nossa cabeça para que possamos viver de forma mais tranquila e bem informados.

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