Parto normal ou cesárea: o que toda mãe precisa saber!

Parto normal ou cesárea: o que toda mãe precisa saber!

Parto normal ou cesariana? Antes mesmo de se tornar mãe, a mulher enfrenta um tabu social quando o assunto é a forma que o seu bebê virá ao mundo.

O medo da dor, a necessidade de uma episiotomia de emergência, as sequelas no sistema urinário e reprodutor, entre outras diversas dúvidas rondam a cabeça do público feminino quanto ao parto normal.

Já quando se fala em cesárea, a demora na recuperação da mãe, o medo de infeccionar os pontos e as complicações na hora da cirurgia, faz com que muitas mulheres se sintam inseguras e recuem dessa opção.

Há pessoas que defendem fielmente a cesariana para a concepção da criança, já outras alegam que o parto normal é a melhor escolha para preservar a vida da mulher e do bebê.

Diante de tantas opiniões por parte dos familiares, amigos, profissionais da área e informações da mídia, muitas mulheres se sentem perdidas e pressionadas na hora de escolher a alternativa ideal para parir o seu filho.

Por isso, antes de mais nada, é fundamental silenciar o exterior e se questionar: como mulher, o que eu quero? Estou buscando informações nas fontes corretas? Minha saúde me permite ter um parto normal, caso seja a minha vontade? Será que eu fico com algo mais planejado e que só a cesariana vai me oferecer?

Essas e outras perguntas você deve se fazer, além de buscar informações nas fontes corretas, como em um médico com excelente histórico de partos e que pratica um serviço mais humano em seu atendimento.

Cada tipo de parto possui vantagens e desvantagens, mas em alguns casos, um pode ser mais indicado que o outro.

Você tem dúvidas sobre esse assunto? Então leia este artigo que preparamos especialmente para as mamães. Nele, vamos falar um pouco sobre os métodos de parto e tentaremos esclarecer as suas dúvidas. Confira!

Quem escolhe o tipo de parto, a gestante ou o médico?

Quanto ao tipo de parto, a vontade da mulher deve ser ouvida pelo obstetra, porém ele deverá informar os riscos e benefícios de cada método.

A resolução de Nº 2.144/2016 do Conselho Federal de Medicina (CFM), determina que nas consultas de pré-natal as mulheres têm total direito de escolher o tipo do parto que gostaria de realizar.

Mas, vale ressaltar que, se a mulher optou pelo parto normal e durante o processo ocorreu uma emergência, no qual a vida do bebê e/ou a sua estejam correndo risco, a situação muda.

Essa circunstância também se aplica nos casos em que a gestante possui qualquer problema de saúde que a impossibilite de seguir com o seu desejo de parto. Nessas situações, o médico decidirá a melhor opção.

As mamães de primeira viagem estão repletas de dúvidas sobre poder, ou não, escolher entre o parto normal ou cesárea. Portanto, continue a leitura para entender um pouco mais sobre cada procedimento.

 

Parto normal: vantagens, desvantagens e indicações

Também conhecido como parto vaginal, o parto normal ocorre quando a criança nasce de forma não cirúrgica.

Em algumas situações, o médico obstetra precisa intervir com aplicação de ocitocina, ou então, fazer um micro corte na vagina (episiotomia) para facilitar a chegada do bebê.

Quando não há interferência médica durante o parto normal, ele também é chamado de parto natural. Nesse método, podem ser utilizadas técnicas para o alívio da dor, como exercícios na bola de Pilates, água quente na região pélvica, lombar e costas, posições estratégicas e massagens. Também não se ministra medicamentos durante o nascimento do bebê.

O parto normal, é a primeira opção sugerida para as gestantes, menos em casos onde a saúde da mãe não possibilita a realização da modalidade. Ele é indicado logo no primeiro momento, pois apresenta diversas vantagens, a exemplo da recuperação mais rápida para a mulher e menos dor no pós-parto.

Outro benefício do parto normal, é que ele apresenta menos riscos de infecção para a mulher e para o bebê, como também a facilidade no momento da amamentação.

Entretanto, existem alguns pontos negativos no parto normal para algumas mulheres. Os principais são:

  • O trabalho de parto mais longo, chegando a levar até 12h em alguns casos;
  • A dor com mais intensidade;
  • O mal estar, como tontura e aumento da pressão;
  • Probabilidade de saída da hemorroida, devido à grande pressão pélvica imposta pelo feto.

Muitas mães alegam que o parto normal é um momento único na vida de uma mulher, mas caso você queira algo mais planejado, a cesariana pode ser a opção ideal. Confira mais informações no próximo item.

 

Cesariana: vantagens, desvantagens e indicações

Quando o parto ocorre através de intervenção cirúrgica, é nomeado de cesárea. Normalmente, essa forma de nascimento do bebê, dura de 45 minutos a uma hora e pode ser realizada sob anestesia geral ou espinhal.

A operação é simples e ocorre através de um corte no abdômen e outro no útero, passando pelas camadas do corpo da mulher para que o médico possa retirar a criança de forma segura.

Um dos principais benefícios da cesariana é que ela pode ser agendada. Dessa forma, a família consegue programar todos os detalhes, que vão desde o nascimento do bebê até o retorno para a residência. Outra vantagem, é que por ser algo programado, é possível garantir que o obstetra que acompanhou toda a gestação realize o parto.

Na cesariana, o trabalho de parto é mais curto quando comparado ao método normal ou natural, com duração entre uma ou duas horas. Por ser algo planejado, a mãe não sofre tanto estresse físico e psicológico, pois estará no centro cirúrgico, sem tantos barulhos e pressão externa, apenas com a presença da equipe médica e de um acompanhante.

Entretanto, há algumas desvantagens em realizar esse tipo de parto. Conheça alguma delas:

  • Sensação de dor e cansaço após o procedimento;
  • Dificuldade em caminhar, ficar em pé ou se movimentar após o nascimento da criança;
  • Risco de complicações durante a cirurgia como hemorragia ou no uso da anestesia;
  • Recuperação mais longa no pós-parto.

Contudo, mesmo que a mãe queira realizar o parto normal, a cesariana é indicada em casos de:

  • Caso a mulher tenha problemas de saúde como Aids, herpes genital, doença inflamatória intestinal, problemas cardiovasculares e/ou pulmonares;
  • Apresenta descolamento prematuro da placenta ou posição anormal do cordão umbilical;
  • O feto esteja na posição transversal ou sentado;
  • Caso o bebê seja muito grande, acima de 4.500 gramas;
  • Se não houver dilatação adequada, mesmo após o uso de medicamentos para indução do parto;
  • Se a criança apresentar malformação congênita;
  • A mãe já tenha feito duas ou mais cesarianas.

Analisando o cenário do parto do Brasil

De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), taxas maiores do que 15% de cesarianas em um país, não são compatíveis com o aumento da proteção da saúde da mulher. O Brasil tem uma taxa de 58%, a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas da República Dominicana.

O relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, também informa que gestantes submetidas a cesarianas têm mais chances de precisar de transfusão de sangue, internações na UTI e histerectomia (retirada total do útero).

É preciso deixar claro que estes estudos sugerem um risco, e não uma garantia de doença ou sentença de morte. Não podemos negligenciar a necessidade da realização da cesárea nos casos em que ela precisa ser realizada.

Faça a sua escolha e seja feliz

Se você for uma mulher saudável, não teve nenhuma negativa médica quanto a realização do parto normal e quer ter o seu bebê através deste método, faça. Se você também é saudável, mas prefere fazer uma cesariana, realize.

Lembre-se que você não deixará de ser mais ou menos mãe devido ao tipo de parto que escolheu. Todas as formas envolvem riscos e o principal objetivo desta etapa é conceber o seu filho de forma segura e saudável.

Gostou da leitura de hoje? Aproveite e compartilhe com a mamãe que está na dúvida sobre o método que vai escolher.

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